Confira a terceira edição do Programa Mundo do Tabaco, que foi ao ar no Jornal dos Trabalhadores da Abraço Rs, a conclusão da entrevista com o secretário executivo da Associação Gaúcha Pró-Escolas Famílias Agrícolas - AGEFA, Adair Pozzebon.
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segunda-feira, 15 de julho de 2013
Mundo do Tabaco no Jornal dos Trabalhadores - 3ª Edição
domingo, 19 de maio de 2013
Ações antitabagistas realmente visam extinguir a produção de tabaco?
No programa transmitido em seis de maio, entrevista com a jornalista Daniela Guedes, da Aliança de Controle do Tabagismo - ACTBR. Em pauta, a questão da saúde, do antitabagismo em relação à importância socioeconômica da produção de tabaco. A jornalista esclarece os objetivos da ACT e também seu papel no sentido de implementar a Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco.
A conversa foi gravada durante reunião regional da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias - ABRAÇO/RS, realizada no dia quatro de maio, no Sindicato dos Bancários, em Santa Cruz do Sul. Daniela participou das atividades, acompanhada da pesquisadora Carlise Schneider, da Universidade Federal do Rio Grande Sul - UFRGS.
Clique aqui e ouça a entrevista online. Se preferir, nos links abaixo você também pode fazer o download.
A ACTBR
A Aliança de Controle do Tabagismo é uma organização não-governamental - ONG voltada à promoção de ações para a diminuição do impacto sanitário, social, ambiental e econômico gerado pela produção, consumo e exposição à fumaça do tabaco. É composta por representantes da sociedade civil comprometidos com o controle da epidemia tabagística. (Texto extraído do site da ONG, clique aqui e conheça mais).
sexta-feira, 3 de maio de 2013
Agrotóxicos: um mal necessário?
Quando
a busca desenfreada pela produtividade esbarra na saúde dos trabalhadores
rurais
Por Leandro
Junhkerr Porto
O uso de substâncias químicas orgânicas
ou inorgânicas na agricultura remonta a antiguidade clássica. A partir da
“Revolução Verde”, o emprego de tais produtos aumentou, se transformando num
alarmante problema para o meio ambiente e para a saúde das pessoas. Associada à
utilização demasiada de agrotóxicos há o problema da destinação das suas
embalagens, as quais podem se tornar fonte de contaminação ambiental e de danos
à saúde humana (o texto deste parágrafo foi parcialmente retirado do artigo: Situação atual da utilização de agrotóxicos
e destinação de embalagens na área de proteção ambiental Estadual Rota Sol, Rio
Grande do Sul, Brasil, dos pesquisadores Damiene Boziki, Leonardo Beroldt
da Silva e Rodrigo Cambará Printes).
Apesar disso, e das diversas iniciativas à implementação de cultivos agroecológicos, a dita produção rentável, o agronegócio, anda paralelamente com a indústria de defensivos agrícolas. Agrotóxicos continuam sendo utilizados sistematicamente na agricultura. Neste sentido, surge um conflito entre as frentes envolvidas. De um lado, a produtividade garantida pelo uso de venenos, por outro a saúde dos produtores rurais e consumidores.
Nos relatórios do Ministério da Saúde, o Rio Grande do Sul apresenta a maior participação percentual (16,4%) do total de casos de intoxicação registrados no país. Os casos de intoxicação por agrotóxicos registrados pelo Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox) são em sua grande maioria decorrentes de exposição aguda a esses produtos.
Apesar disso, e das diversas iniciativas à implementação de cultivos agroecológicos, a dita produção rentável, o agronegócio, anda paralelamente com a indústria de defensivos agrícolas. Agrotóxicos continuam sendo utilizados sistematicamente na agricultura. Neste sentido, surge um conflito entre as frentes envolvidas. De um lado, a produtividade garantida pelo uso de venenos, por outro a saúde dos produtores rurais e consumidores.
Nos relatórios do Ministério da Saúde, o Rio Grande do Sul apresenta a maior participação percentual (16,4%) do total de casos de intoxicação registrados no país. Os casos de intoxicação por agrotóxicos registrados pelo Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox) são em sua grande maioria decorrentes de exposição aguda a esses produtos.
No mercado brasileiro estão registrados 434
ingredientes ativos, que combinados, resultam em pelo menos 2.400 formulações de
agrotóxicos utilizadas em nossas lavouras. Os responsáveis pela regulação e
controle destes produtos são os ministérios da Saúde (MS), da Agricultura,
Pecuária e Abastecimento (MAPA) e do Meio Ambiente (MMA). Das 50 substâncias
mais usadas em terras brasileiras, 24 já foram banidas nos Estados Unidos,
Canadá, Europa e, algumas, na Ásia. Apenas 14 delas estão em processo de
reavaliação pela Anvisa – procedimento que se arrasta desde 2008. (Dados
retirados do artigo Paraíso dos Agrotóxicos, publicado na revista Ciência Hoje, edição 296 de setembro/2012).
Em entrevista para a revista IHU Online, do Instituto Humanitas Unisinos, o doutor em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública Fundação Oswaldo Cruz, Wanderlei Pignati, afirmou que “não existe uso seguro de agrotóxicos”. Pignati também observa o fato de “30 tipos de pesticidas proibidos na União Europeia continuarem sendo usados no Brasil, como o endosulfan, clorado que se aloja na gordura e, por isso, pode ser encontrado inclusive no leite materno. Mesmo com o uso de EPIs, é impossível estar imune a esses produtos”.
Em entrevista para a revista IHU Online, do Instituto Humanitas Unisinos, o doutor em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública Fundação Oswaldo Cruz, Wanderlei Pignati, afirmou que “não existe uso seguro de agrotóxicos”. Pignati também observa o fato de “30 tipos de pesticidas proibidos na União Europeia continuarem sendo usados no Brasil, como o endosulfan, clorado que se aloja na gordura e, por isso, pode ser encontrado inclusive no leite materno. Mesmo com o uso de EPIs, é impossível estar imune a esses produtos”.
Os agrotóxicos podem provocar três tipos
de intoxicação:
- Aguda: os principais sintomas nas
intoxicações agudas surgem rapidamente, algumas horas após a exposição, são
nítidos e objetivos.
- Subaguda: sintomas aparecem aos
poucos. São subjetivos e vagos tais como dor de cabeça, fraqueza, mal-estar,
dor de estômago e sonolência, entre outros.
- Crônica: caracteriza-se por surgimento
tardio, após meses ou anos, por exposição pequena ou moderada a produtos
tóxicos ou a múltiplos produtos.
Agrotóxicos
e a produção de tabaco
Segundo
a tecnologista sênior da Fundação Oswaldo Cruz, Silvana Rubano Barretto Turci,
“Na fumicultura são usados diversos agrotóxicos, como herbicidas,
inseticidas, fungicidas e antibrotantes. A exposição aguda e crônica aos
agrotóxicos pode causar diversas doenças, como vários tipos de câncer, lesões
hepáticas, lesões renais, distúrbios do sistema nervoso, esterilidade
masculina, reações alérgicas, fibrose pulmonar irreversível, hiperglicemia,
entre outras”. Ainda, conforme Turci, “é importante destacar o uso de
inseticidas organofosforados e carbamatos, que são agrotóxicos
lipossolúveis (solúveis em gordura, portanto podem ficar armazenados nos
tecidos gordurosos do organismo como fígado, rins, cérebro) que podem ser
absorvidos por inalação, ingestão ou exposição dérmica”.
Nesse
contexto um dilema. Embora existam inegáveis e justas questões envolvendo a
saúde, a produção de tabaco fomenta
a economia de vários municípios dos três estados da Região Sul do Brasil.
Exemplos são polos regionais no Estado do Rio Grande do Sul, como Santa Cruz do
Sul e Venâncio Aires, dependentes essencialmente desta cultura.
A
fumicultura é organizada pelo Sistema Integrado de Produção, e através deste,
os agricultores recebem das empresas com as quais firmam contrato – em regra
grandes transnacionais - assistência técnica, insumos, e comercialização
garantida. A produção concentra-se nas pequenas propriedades de agricultores
familiares.
Conforme
o presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco, Iro Schünke, “o
tabaco é a cultura comercial que menos utiliza agrotóxicos”. Além disso, Schünke
afirma que a indústria tabaqueira realiza em relação aos venenos, “não somente
a parte de conscientização, mas o melhor sistema de recolhimento de embalagens
vazias de agrotóxicos do sul do Brasil. Realizamos uma grande campanha com os
produtores para terem armários efetivamente vedados, onde guardam os
agrotóxicos, para que não haja risco de acidente com outras pessoas da família,
ou animais. Ainda, ampla campanha das empresas que disponibilizam Equipamentos
de Produção Individual (EPI) para serem usados durante o manuseio. Um grande
trabalho no sentido de minimizar o risco para o produtor e também à preservação
do meio ambiente”.
No
entanto, a tecnologista Silvana Turci pondera a existência de “estudos que apontam
haver, entre os produtores de tabaco, um maior risco de desenvolver alterações
neurocomportamentais capazes de evoluir para quadros de depressão e suicídio”. Além
disso, Silvana analisa que os organofosforados,
“causam três tipos de sequelas neurológicas: polineuropatia retardada, síndrome
intermediária e efeitos comportamentais. A polineuropatia inclui fraqueza
progressiva, perda de coordenação nas pernas, podendo evoluir até a paralisia.
Os principais sintomas da síndrome intermediária são a diarreia intensa e a
paralisia dos músculos do pescoço, das pernas e da respiração que ocorrem de
forma aguda, podendo levar ao óbito. Dentre os efeitos comportamentais
destacam-se: insônia, sono conturbado, ansiedade, retardo de reações,
dificuldade de concentração e uma variedade de sequelas psiquiátricas como
apatia, irritabilidade, depressão e esquizofrenia”.
A
visão de outros profissionais envolvidos com o tema
Intoxicação por
agrotóxicos e doença da folha verde do tabaco
Reportagem:
Qual é a atuação do CEREST?
Adriana
Skamvetsakis: O CEREST é um serviço
que atua em 68 municípios da região dos vales. Grande parte desses municípios
tem uma extensa área rural, então os agricultores, principalmente no entorno de
Santa Cruz do Sul, tem a questão dos agrotóxicos e da fumicultura muito
presente. Mas agrotóxicos, em toda região. Trabalhamos desde ações de educação,
de orientação que são feitas através de seminários, de palestras, de encontros
com os trabalhadores rurais, até ações de assistência. Nos casos em que há
necessidade, os municípios da nossa abrangência encaminham os trabalhadores
para que sejam acompanhados pela equipe do CEREST, e haja investigação dos
casos de adoecimento, seja por agrotóxicos ou pela doença da Folha Verde do
Tabaco.
Qual
é a diferença da intoxicação por agrotóxicos, para a doença da folha verde do
tabaco?
Os
sintomas dos dois quadros acabam sendo parecidos por serem gerais. Dor de
cabeça, tontura, náusea, vômitos, dor abdominal. O que nos auxilia muito na
diferenciação, é justamente a história de contato com um ou outro produto,
substância.
A
maior parte de intoxicação pela doença da folha verde do tabaco se dá no
período da colheita, pelo contato intenso com a folha do fumo. Os sintomas são
muito evidentes nesse momento. Pelo trabalhador estar muito exposto, a folha
molhada, o suor, um período muito quente do ano, enfim. Somamos aí, a exposição
com os sintomas. Pode ser feita uma confirmação da suspeita através de um exame
laboratorial, que é a dosagem deste produto sendo eliminado pela urina. Na
verdade não é a nicotina que é eliminada, ela se transforma ao ser absorvida
pela pele e é eliminada no formato de cotinina. Podemos dosar esse elemento na
urina e confirmar essa intoxicação.
No
caso dos agrotóxicos, seguimos a mesma linha de raciocínio. O trabalhador estava
trabalhando com o produto, teve contato. Preparou a calda, fez a aplicação,
entrou na lavoura logo após a aplicação, ou estava auxiliando de alguma forma,
e teve os sintomas. Então no caso da intoxicação aguda é muito parecido, por
isso temos de fazer essa diferenciação. Uma intoxicação não impede a outra.
Infelizmente o trabalhador pode ter as duas ao mesmo tempo.
Produção de agroecológicos
Reportagem: Como é conduzida a
utilização de agrotóxicos na produção de alimentos ou novas culturas. Existe
ação de agroecológicos?
Zampieri:
O trabalho que a EMATER realiza é muito forte no sentido do produtor ter o
princípio de melhoria do solo. Melhorando o solo, terá uma cultura saudável,
com menos risco de ser atacado por pragas e doenças. Então temos trabalhado
muito forte na linha dos hortigranjeiros, no uso de adubação orgânica, controle
de acidez. Há muitos recursos, para que não se precise buscar no
agroquímico o controle de pragas e doenças. No sentido tanto do uso de adubo
químico e no uso de agrotóxicos. Procuramos levar às nossas famílias, que
eles estão trabalhando com alimentos e que o consumidor final é uma pessoa
humana e quanto mais limpo esse alimento estiver, melhor. Portanto, existe um
trabalho intenso, uma das bandeiras no trabalho da entidade é a redução e
posterior eliminação do uso de agroquímicos dentro da produção de alimentos.
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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Diversificação com responsabilidade: entrevista com o técnico agrícola da EMATER, Paulo Zampierre
Alternativas de diversificação possíveis e em andamento; importância socioeconômica da cadeia produtiva do tabaco; uso ou não de agrotóxicos na produção de alimentos; sucessão nas propriedades rurais, foram alguns dos temas abordados na entrevista com o técnico agrícola da EMATER, lotado no escritório de Santa Cruz do Sul, Paulo Zampierre.
Uma conversa franca sobre as dificuldades da diversificação e a necessidade de investimentos, tanto à assistência técnica e extensão rural, quanto subsídios efetivos que permitam a implementação de culturas alternativas ao tabaco.
A prosa foi transmitida na edição de oito de outubro, do programa Mundo do Tabaco. CLIQUE AQUI E OUÇA A CONVERSA NA ÍNTEGRA.
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quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Cenário socioeconômico da produção de tabaco: Restrições já afetam o desenvolvimento do setor?
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| Fotografia de arquivo do programa (crédito: Eliana Stulp) |
A contextualização do cenário social e econômico da fumicultura no município de Santa Cruz do Sul e região, no Estado do Rio Grande do Sul e Região Sul do país. Também, uma análise dos investimentos que estão sendo e podem ser realizados pelo setor. Além disso, comentários sobre a importância do tabaco para a pequena agricultura, a falta de investimentos e políticas públicas para diversificação, Convenção-Quadro Para o Controle do Tabaco, e demais questões envolvendo todo um sistema estabelecido, dependente da produção no campo. Assuntos abordados na entrevista com o presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (Sinditabaco), Iro Schünke. A fala foi dividida em três partes, e transmitida, nas edições dos dias 17 e 24 de setembro, e 1º de outubro, do Programa Mundo do Tabaco.
Ao vivo o Mundo do Tabaco é realizado na rádio comunitária de Santa Cruz do Sul, 105.9FM, às segundas-feiras, das 12 às 13 horas, e aos domingos, das 15 às 16 horas e pode ser escutado também através do site da rádio.
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quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Alternativas de diversificação: Aviário com sistema de integração
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| Mônica considera que os agricultores recebem rendimentos muito pequenos, perante o esforço e dedicação despendidos no dia-a-dia. |
Na edição do programa Mundo do Tabaco, transmitida em 13 de agosto, entrevista com Mônica e Liége Kreutz (mãe e filha), realizada na propriedade onde residem, juntamente com Roque Kreutz (marido e pai, respectivamente). A propriedade fica localizada no distrito de São José da Reserva, interior de Santa Cruz do Sul. Lá, eles tocam dois aviários. Mônica é enfermeira aposentada, seu marido Roque, professor e a filha Liége, está fazendo curso técnico na área agrícola.
A implantação dos aviários, segundo elas, foi feita via financiamento, e a produção e comercialização dos frangos, funciona num sistema de integração produtiva e de comercialização - semelhante a do tabaco - com a empresa do ramo, denominada Brasil Food (BRF). Além disso, a fala discorre também, sobre a falta de investimentos no meio rural e incentivos para os jovens que desejam continuar na agricultura.
A partir desta postagem, as entrevistas realizadas para o programa estarão disponíveis online no blog, através do site Sound Cloud, não havendo mais a necessidade de download do arquivos de áudio. Clique aqui, ou no link acima, e ouça a conversa.
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quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Mulheres na agricultura: perspectivas e angústias nas pequenas propriedades rurais
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| "Não existem condições de investirmos na propriedade. Temos que cuidar para manter o que temos, apenas", considera a agricultora Solange Petry |
Nesta edição, a agricultora Solange Tews Petry, que vive com
seu marido e filha em propriedade no interior de Vera Cruz - localidade de
Linha Henrique D’Ávila – relata as dificuldades
encontradas por uma família jovem no meio rural. Apesar de dividirem e contarem
com a estrutura da propriedade dos sogros, segundo ela, a expectativa à
continuidade na cultura do tabaco, e mais ainda, à implantação de outras
culturas, se mostra incerta e preocupante.
Solange, que se criou na fumicultura, percebe o momento
atual como um dos mais difíceis para os produtores. Conversa que contribuiu de
forma ímpar às discussões do programa Mundo do Tabaco.
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Como diversificar as propriedades, sem incentivo ou subsídios? Os porquês dos jovens não continuarem na agricultura
![]() |
| "Noto que meu guri planta fumo ainda por que precisa. Se pudesse ele iria sair", diz o agricultor René Petry. |
| Ahrens considera que a diversificação deve ser construída num processo de diálogo com os agricultores. Numa integração de conhecimentos entre entidade de ATER e produtor rural. |
No programa transmitido em 30 de julho, entrevista com o fumicultor
René Siegfrid Petry, que tem sua propriedade localizada no interior de Vera
Cruz, localidade de Linha Henrique D’Ávila. René fala sobre suas dificuldades, preocupações
e angústias acerca da continuidade da pequena agricultura. A conversa girou ainda,
sobre as questões da diversificação, os problemas encontrados e a falta de
incentivo ou subsídios.
Também, a prosa com o Engenheiro Agrônomo do IAPAR (Instituto
Agronômico do Paraná), Dirk Cláudio Ahrens, captada durante o Workshop Pesquisa
e Estratégias para Diversificação dos Meios De Vida - High Impact Advocacy
Project On Tabacco And Poverty In Brazil, realizado
nos dias 4 e 5 de julho em Porto Alegre. Ahrens relata suas experiências no IAPAR, na orientação de
agricultores do tabaco que buscam a diversificação de culturas. Além disso, a
sucessão nas propriedades rurais foi abordada na entrevista. O engenheiro faz
comentários sobre os fatores que implicam no envelhecimento e falta de
engajamento dos jovens na pequena agricultura.
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Sistema Integrado de produção, a falta de incentivos à diversificação e a sucessão nas propriedades rurais
Na primeira edição de segunda-feira do programa Mundo do Tabaco, transmitida em 23 de julho, duas entrevistas. Uma, com o agricultor - fumicultor, produtor de hortaliças e frutas cítricas - Geraldo Valdemar Pritsch, de Linha João Alves, interior de Santa Cruz do Sul. A outra, conversa captada no Workshop sobre Pesquisa e Estratégias para a Diversificação dos Meios de Vida – realizado em Porto Alegre nos dias 4 e 5 de julho - com o engenheiro agrônomo da Secretaria da Agricultura do Estado de Alagoas, Rui Palmeira Medeiros, e com professor da Universidade Estadual de Alagoas, Moisés Calú de Oliveira.
Em pauta, a sucessão nas propriedades rurais – a complexa questão do envelhecimento no interior e a não continuidade dos filhos na lavoura - e a falta de possibilidades e incentivo à diversificação das propriedades. Também, a realidade da fumicultura em outro Estado do país, sem a integração dos produtores com a indústria tabaqueira.
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domingo, 5 de agosto de 2012
Sucessão nas propriedades rurais - vivências, decepções, o exôdo (6ª edição - 22 de julho)
Geraldo Valdemar Pritsch, agricultor de Linha João Alves, interior de Santa Cruz do Sul, não acredita na continuidade de suas filhas no campo.
Na edição de
22 de julho, a entrevista com o Técnico de Informação da Comissão Nacional Para
Implemetação da Convenção-Quadro - CONICQ, Alexandre Octávio, captada no
Workshop Pesquisa e Estratégias para Diversificação dos Meios De Vida - High
Impact Advocacy Project On Tabacco And Poverty In Brazil.
Também a conversa, o compartilhamento das experiências de vida, com o
agricultor - fumicultor, produtor de hortaliças e frutas cítricas, Geraldo Valdemar Pritsch, de Linha João Alves, interior de Santa Cruz do Sul.
terça-feira, 17 de julho de 2012
Mundo do Tabaco em Santa Cruz do Sul: feiras rurais, fumicultura, pesquisa e estratégias para diversificação dos meios de vida (4ª edição - 08/07/2012)
Na quarta edição do programa Mundo do Tabaco, na Rádio Comunitária de Santa Cruz do Sul - 105.9FM, entrevistas realizadas durante a inauguração dos melhoramentos realizados na Feira do Produtor do Bairro Arroio Grande. A presidente da Associação dos Feirantes de Santa Cruz, Vitória Waechter; o técnico agrícola da EMATER/Ascar, Paulo Zampierre; o representante dos feirantes, Ingo Neumann; e a secretária municipal de Agricultura, Iraci Paulus.
Ainda, a conversa com o técnico do Departamento de Estudos Sócio-Econômicos Rurais, Amadeu Bonatto, iniciando a transmissão dos depoimentos gravados pela reportagem do programa, durante o Workshop Pesquisa e Estratégias para Diversificação dos Meios de Vida, que aconteceu nos dias quatro e cinco de julho, em Porto Alegre. O evento foi uma atividade do Projeto de Advocacy de Alto Impacto sobre Tabaco e Pobreza no Brasil. Uma parceira entre HealthBridge Canada e a Aliança de Controle do Tabagismo (ACTbr), promovido em colaboração com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Comissão Nacional para Implementação da Convenção-Quadro Para o Controle do Tabaco(CONICQ) e o Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PPDR/UFRGS).
O workshop buscou sistematizar o conhecimento existente sobre a cadeia produtiva do tabaco e seus efeitos sócio-econômicos, culturais, ambientais e de saúde nas propriedades produtoras de tabaco. Também, apontar as questões que precisam ser melhor conhecidas e estudadas sobre alternativas economicamente viáveis à produção de tabaco e qualidade de vida, formatando uma proposta de agenda de pesquisa que subsidie um Plano Nacional para a implementação dos artigos 17 e 18 da Convenção-Quadro. Além disso, promover o diálogo entre pesquisadores, acadêmicos, técnicos e gestores públicos envolvidos com o tema da agricultura familiar e produção de tabaco.
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quinta-feira, 12 de julho de 2012
Mundo do Tabaco: saúde do trabalhador, fumicultura e diversificação (3ª edição em Santa Cruz do Sul - 01/06/2012)
Rogério
busca maior renda e menos gasto com mão de obra em sua
propriedade. Ele pretende com o tempo subsituir a fumicultura pela
produção de alimentos.
A terceira edição do programa Mundo do Tabaco na Rádio Comunitária de Santa Cruz do Sul, 105.9FM,
abordou a questão da Doença da Folha Verde do Tabaco - em entrevista
com a enfermeira Micila Chielle, do Centro de Referência em Saúde do
Trabalhador dos Vales (CEREST).
O programa também teve a entrevista com o técnico em agropecuária e
produtor rural, Marco Junkherr, do Distrito de São José da Reserva -
interior de Santa Cruz do Sul, que compartilhou suas experiências,
especialmente, seu estágio na agricultura da Alemanha.
Ainda, o depoimento do agricultor Rogério Paulo Heringer, que trabalha
paralelamente à fumicultura, com a produção de frutas e hortaliças,
utilizando principalmente o PNAE (Programa Nacional de Alimentação
ESCOLAR) e PAA (Programa de Aquisição de Alimentos), como mercado para
seus produtos.
Reportagem do programa Mundo do Tabaco com o agricultor Rogério Paulo Heringer
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quarta-feira, 27 de junho de 2012
Segunda edição em Santa Cruz do Sul (24 de junho)
Na segunda edição do programa Mundo do Tabaco - na rádio Comunitária de Santa Cruz do Sul, 105.9FM - entrevista com o agricultor, ex-fumicultor e criador de vacas leiteiras, da localidade de Rincão dos Oliveira, Distrito de São José da Reserva, Darci Ferreira. Ele fala sobre as dificuldades e necessidades à diversificação nas propriedades, abandono e falta de subsídio para o produtor rural, cooperativismo, dentre outros temas.
Também, a conversa com a coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional da UNISC, professora doutora Virgínia Etges. Na pauta, a dependência dos produtores da cultura do tabaco, demandas e iniciativas necessárias para a busca por alternativas ao fumo, politicas públicas que efetivamente implementem a diversificação, saúde física e emocional dos agricultores, cooperativismo e associativismo, e outras questões do campo.
Para ouvir o Programa Mundo Tabaco clique na figura e faça o download:
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segunda-feira, 18 de junho de 2012
Mundo do Tabaco: Primeira edição em Santa Cruz do Sul
O Mundo do Tabaco estreou na rádio Comunitária
de Santa Cruz do Sul, 105.9 FM, em 17 de junho. A ideia do programa é informar sobre a cadeia produtiva e de
beneficiamento do tabaco, assim como, elucidar alternativas de
diversificação para a agricultura familiar. Anteriormente transmitido pela Rádio Integração, do município de Dom Feliciano/RS – outubro/2011 a maio/2012 - acontece agora nos domingos, das 15 às 16h. “Buscamos um canal de
comunicação útil e eficaz, informação e voz para os produtores rurais”,
afirma o estudante de jornalismo e apresentador do programa, Leandro
Junhkerr Porto.
Na primeira edição, entrevista com o agricultor do Distrito de São José da Reserva, interior de Santa Cruz, Oneide Junkherr e com a professora do PPGDR (Programa de Pós Graduação em Desenvolvimento Regional) da UNISC Cidonea Machado Deponti. Por alguns problemas com a conexão no momento da gravação, o áudio disponibilizado abaixo não tem a abertura do programa.
Para ouvir o Programa Mundo Tabaco clique na figura e faça o download:
59.3 MB
Na primeira edição, entrevista com o agricultor do Distrito de São José da Reserva, interior de Santa Cruz, Oneide Junkherr e com a professora do PPGDR (Programa de Pós Graduação em Desenvolvimento Regional) da UNISC Cidonea Machado Deponti. Por alguns problemas com a conexão no momento da gravação, o áudio disponibilizado abaixo não tem a abertura do programa.
Para ouvir o Programa Mundo Tabaco clique na figura e faça o download:
59.3 MBSaiba Mais
“O Mundo do Tabaco” iniciou em Dom
Feliciano – município da Região Centro-Sul do Estado – como produto do
projeto O Papel da Extensão Rural na Diversificação da Agricultura
Familiar Voltada ao Tabaco da Zona Sul do Estado do Rio Grande do Sul,
coordenado pelos professores Sergio Schneider e Marcelo Conterato, da
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Especificamente, uma
ação do subprojeto Estudos de Recepção, coordenado pela pesquisadora
Carlise Schneider e realizado por professores e estudantes da
Comunicação Social da UFRGS e Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC).
Foram 28 edições no município – a última em 29 de maio
- nas quais, foram tratados assuntos como: cooperativismo e
associativismo, comercialização de produtos agrícolas, situação das
águas, importância da pesquisa, programas de diversificação e
Convenção-Quadro Para o Controle do Tabaco. Para isso, entrevistas com
produtores rurais; técnicos agrícolas; engenheiros agrônomos; técnicos
ambientais; representantes de empresas tabaqueiras, sociólogos;
artesãos; líderes comunitários; representantes de associações e
cooperativas; autoridades municipais, estaduais e federais responsáveis
pela implementação dos programas de diversificação.
“Conseguimos aos poucos aumentar
a visão do agricultor sobre seu trabalho. Um meio de informações
diferente do convencional – os instrutores técnicos das empresas de
tabaco. Agora, trazendo essa discussão para Santa Cruz, poderemos
ampliá-la”, considera Leandro Porto, responsável pela reportagem e apresentação do programa.
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quarta-feira, 30 de maio de 2012
Diagnóstico rural acontece desde inicio de maio (Programa 27 - 22/05/2012)
Agricultor
e líder comunitário, Manoel Cláudio de Lima Pinheiro, considera
informação, assistência técnica e tecnologia, fundamentais para o
trabalho no campo
Manoel foi entrevistado para o programa Mundo do Tabaco, da Rádio Integração
No segundo semestre de 2011, o Ministério do Desenvolvimento Agrário - MDA, publicou a Chamada Pública para Seleção de Entidade Executora de Assistência Técnica e Extensão Rural para Municípios Fumicultores dos Estados do Sul e do Nordeste. A chamada contempla Dom Feliciano, Barão do Triunfo, General Câmara, São Jerônimo, Camaquã, Cerro Grande do Sul e Chuvisca, que integram o “Lote Três”, conforme nomina o MDA.
Em Dom Feliciano, 160 propriedades de agricultores familiares participarão. No total, somando todas as cidades que compõe o lote, 880 famílias serão beneficiadas. O diagnóstico, iniciado na primeira semana de maio, deve durar cerca de três meses, e todo trabalho, um ano. Reuniões, com, no mínimo 24 participantes, onze Dias de Campo e 44 cursos de formação fazem parte das atividades. Conforme o sociólogo da EMATER, Robson Becker Loeck, essa chamada “não destina nenhum recurso diretamente para os agricultores, mas visa intensificar o trabalho de extensão rural”.
Cada unidade de produção familiar receberá três visitas, com no mínimo duas horas, para tratar dos temas: atividades produtivas diversificadas e sustentáveis, gestão da unidade familiar de produção, organização social e de comercialização. A propriedade do agricultor e presidente da Associação dos Ovinocultores da Região Centro-Sul, Manoel Claudio de Lima Pinheiro, é uma das selecionadas. “Ninguém melhor para saber o que acontece na propriedade do que o produtor, mas ele precisa saber se expressar”, considerou Manoel. “Através da chamada participaremos de cursos e atividades que vão nos ajudar a melhorar a propriedade”.
A chamada está inserida no contexto da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco. O trabalho desenvolvido está atrelado aos artigos 17 e 18, que tratam da diversificação de culturas e novas alternativas de renda, proteção ao meio ambiente e saúde. Segundo a EMATER, agricultores familiares que cultivam somente tabaco ou que já estejam diversificando estão aptos a participar. Não há contrapartida, como a obrigação de inserir outra cultura na propriedade. “As atividades não são de forma alguma no sentido de convencer o agricultor a deixar de cultivar o tabaco”, diz Loeck. “A ideia é instrumentalizar, deixar os agricultores a par da situação do tabaco, preparados para o futuro e, caso queiram diversificar, tenham subsídios para isso”.
No segundo semestre de 2011, o Ministério do Desenvolvimento Agrário - MDA, publicou a Chamada Pública para Seleção de Entidade Executora de Assistência Técnica e Extensão Rural para Municípios Fumicultores dos Estados do Sul e do Nordeste. A chamada contempla Dom Feliciano, Barão do Triunfo, General Câmara, São Jerônimo, Camaquã, Cerro Grande do Sul e Chuvisca, que integram o “Lote Três”, conforme nomina o MDA.
Em Dom Feliciano, 160 propriedades de agricultores familiares participarão. No total, somando todas as cidades que compõe o lote, 880 famílias serão beneficiadas. O diagnóstico, iniciado na primeira semana de maio, deve durar cerca de três meses, e todo trabalho, um ano. Reuniões, com, no mínimo 24 participantes, onze Dias de Campo e 44 cursos de formação fazem parte das atividades. Conforme o sociólogo da EMATER, Robson Becker Loeck, essa chamada “não destina nenhum recurso diretamente para os agricultores, mas visa intensificar o trabalho de extensão rural”.
Cada unidade de produção familiar receberá três visitas, com no mínimo duas horas, para tratar dos temas: atividades produtivas diversificadas e sustentáveis, gestão da unidade familiar de produção, organização social e de comercialização. A propriedade do agricultor e presidente da Associação dos Ovinocultores da Região Centro-Sul, Manoel Claudio de Lima Pinheiro, é uma das selecionadas. “Ninguém melhor para saber o que acontece na propriedade do que o produtor, mas ele precisa saber se expressar”, considerou Manoel. “Através da chamada participaremos de cursos e atividades que vão nos ajudar a melhorar a propriedade”.
A chamada está inserida no contexto da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco. O trabalho desenvolvido está atrelado aos artigos 17 e 18, que tratam da diversificação de culturas e novas alternativas de renda, proteção ao meio ambiente e saúde. Segundo a EMATER, agricultores familiares que cultivam somente tabaco ou que já estejam diversificando estão aptos a participar. Não há contrapartida, como a obrigação de inserir outra cultura na propriedade. “As atividades não são de forma alguma no sentido de convencer o agricultor a deixar de cultivar o tabaco”, diz Loeck. “A ideia é instrumentalizar, deixar os agricultores a par da situação do tabaco, preparados para o futuro e, caso queiram diversificar, tenham subsídios para isso”.
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terça-feira, 15 de maio de 2012
Agricultores têm voz e vez, cursos e capacitações rurais
Por Leandro Junhkerr Porto
Entrevista realizada
para o Programa Mundo do Tabaco, da Rádio Comunitária de Dom Feliciano
Integração
O MDA, Ministério do Desenvolvimento Agrário, no segundo semestre de 2011, publicou a Chamada Pública para Seleção de Entidade Executora de Assistência Técnica e Extensão Rural para Municípios Fumicultores dos Estados do Sul e do Nordeste. E a EMATER foi contemplada. Confira entrevista com o sociólogo da EMATER-RS- ASCAR, Robson Loeck, que explica como os trabalhos serão desenvolvidos no município e região. “As atividades não são de forma alguma no sentido de convencer o agricultor a deixar de cultivar o tabaco”, ressalta. “A idéia é apresentar aos agricultores possibilidades de mercado para a agricultura familiar.”
Existe previsão para o início do trabalho? Como os
agricultores serão beneficiados?
Robson Loeck: A EMATER começou o diagnóstico com as famílias na
primeira semana de maio. Essa chamada não destina nenhum recurso diretamente
para os agricultores, mas sim para intensificar o trabalho de extensão rural,
previsto na Lei 12.188, a chamada lei de ATER – Assistência Técnica e Extensão
Rural. A Lei define a extensão rural como um serviço de educação não formal de
caráter continuado.
Só Dom Feliciano foi contemplado?
Robson: A chamada contempla também os municípios de Barão do
Triunfo, General Câmara, São Jerônimo, Camaquã, Cerro Grande do Sul e Chuvisca.
Para o MDA este é o lote chamado Número Três. A EMATER, no caso a Regional de
Porto Alegre, está habilitada a desenvolver este trabalho de extensão rural nos
municípios que compõem o Lote Três, chamado Região Metropolitana de Porto
Alegre.
Esta chamada se insere no esforço do MDA, de, através do
Programa Nacional de Diversificação, implementar alternativas para a
agricultura familiar. Qual a importância da assistência técnica nesse processo?
Robson: Essa chamada pública do Ministério do Desenvolvimento
Agrário e o próprio trabalho que a EMATER vai realizar, de maneira alguma são
para terminar com o cultivo do tabaco no município de Dom Feliciano. A chamada
se insere no contexto da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco e todo
trabalho desenvolvido estará atrelado aos artigos 17 e 18, que tratam da
diversificação de culturas e novas alternativas de renda e proteção ao meio
ambiente e saúde, respectivamente. A Convenção é um compromisso do Governo
brasileiro, não do MDA, da Prefeitura, ou da EMATER, no sentido de apoiar
alternativas economicamente viáveis ao tabaco, de proteção ao meio ambiente e
saúde das pessoas.
Quantas famílias serão atendidas?
Robson: Em Dom Feliciano, 160 propriedades. No total, somando
todas as cidades que compõe o Lote Três, serão 880 famílias. Todo esforço será
direcionado para desenvolver atividades produtivas diversificadas sustentáveis
junto com os agricultores, gestão da unidade familiar de produção, melhor aproveitamento
de recursos, e por fim, organização e comercialização dos produtos.
Quais propriedades estão aptas para participar?
Robson: Propriedades que cultivam somente tabaco ou que já
estejam diversificando. Não há nenhuma contrapartida, como a obrigação de
inserir outra cultura na propriedade. A ideia é instrumentalizar, deixar os agricultores
a par da situação do tabaco, preparados para o futuro e, caso queiram
diversificar, tenham subsídios para isso.
Quantos profissionais irão atuar nesse trabalho?
Robson: A exigência do Ministério do Desenvolvimento Agrário
era de que, no mínimo, onze profissionais fossem disponibilizados pela
instituição proponente. A EMATER disponibilizou 23 profissionais. Isso
significa que estes colegas vão estar totalmente envolvidos, mas como a EMATER
possui uma estrutura ampla, além destes profissionais, outros estarão
envolvidos com atividades específicas ao longo desses 12 meses.
Quais atividades serão desenvolvidas?
Robson: Num primeiro momento será realizado um diagnóstico
participativo. Ao todo serão visitadas 880 propriedades, onde serão realizadas
visitas de quatro horas, com a intenção de realmente fazer uma análise da
situação de cada uma. Após – este diagnóstico deve durar em torno de três meses
- será feito um planejamento participativo, que contará com 88 agricultores e
agricultoras e terá duração mínima de 16 horas.
O que será feito com essas informações?
O que será feito com essas informações?
Robson: Um planejamento das próximas atividades a serem
realizadas para atender aos anseios, desejos, necessidades dos agricultores.
Estes 880 agricultores farão uma inscrição na EMATER ou vocês
os selecionarão?
Robson: Não haverá inscrição por parte dos
agricultores. Cada cidade, devido a suas particularidades, selecionará as
famílias. Levaremos em consideração uma série de fatores importantes, como a
logística. Nesses primeiros doze meses, algumas famílias participarão e,
possivelmente, em outro momento, mais agricultores participarão. Será uma
oportunidade do técnico da EMATER, estar na propriedade, conversando com todas
as famílias. Isso é muito importante para nós, e acreditamos, também para os
agricultores. Cada unidade de produção familiar receberá três visitas, com no
mínimo duas horas para tratar dos temas: atividades produtivas diversificadas e
sustentáveis, gestão da unidade familiar de produção, organização social e de
comercialização. Também serão realizadas reuniões sobre esses mesmos temas que
irão envolver, no mínimo, 24 participantes, onze Dias de Campo e 44 cursos de formação
- com dois dias de duração cada. O agricultor não irá despender nenhum
dinheiro. Todas as atividades serão custeadas com os recursos que a EMATER vai
receber do MDA.
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Programa 24 (24-04-2012)
Nesta edição, a entrevista com o sociólogo da EMATER, Robson
Becker Loeck. Dentre os temas abordados, a Chamada Pública do Ministério do
Desenvolvimento Agrário (MDA), na qual a EMATER foi selecionada. Através dela,
a EMATER de Dom Feliciano realizará um trabalho direcionado a 160 famílias de
pequenos agricultores, visando potencializar os esforços dos que já diversificam
e iniciar a proposta com novos interessados. Robson Loeck ainda faz uma
avaliação do engajamento e desenvolvimento do associativismo e cooperativismo
no município.
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Programa 23 (10-04-2012)
Encerramento da entrevista com a
coordenadora do Programa Nacional de Diversificação em Áreas Cultivadas com
Tabaco do MDA, Adriana Gregolin e com o prefeito de Dom Feliciano, Clenio
Boeira. Conclusão das falas sobre questões relativas aos Programas de Diversificação
Geração de Referências para o país a partir de Dom Feliciano, o planejamento e
perspectivas para o IV Fórum da Agricultura Familiar e XI Fórum de
Desenvolvimento Rural Sustentável e Meio Ambiente da Região Centro-Sul que
acontecerá no município, em maio.
Ainda, uma conversa com a
agricultora donfelicianense, Marta Gornicki Wasielewski sobre a vida no campo -
sonhos, expectativas, investimentos na propriedade, importância da informação,
tabaco e diversificação.
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