domingo, 19 de maio de 2013

Ações antitabagistas realmente visam extinguir a produção de tabaco?

Foto: Fernando Franco
"Trabalhamos com três políticas prioritárias. Uma é a proibição total da propaganda e patrocínio de cigarro, outra é a proibição do fumo em ambientes fechados, a questão das leis antifumo. A outra, é o aumento do preço e impostos do cigarro", diz a jornalista Daniela Guedes.

        No programa transmitido em seis de maio, entrevista com a jornalista Daniela Guedes, da Aliança de Controle do Tabagismo - ACTBR. Em pauta, a questão da saúde, do antitabagismo em relação à importância socioeconômica da produção de tabaco. A jornalista esclarece os objetivos da ACT e também seu papel no sentido de implementar a Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco. 

        A conversa foi gravada durante reunião regional da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias - ABRAÇO/RS, realizada no dia quatro de maio, no Sindicato dos Bancários, em Santa Cruz do Sul. Daniela participou das atividades, acompanhada da pesquisadora Carlise Schneider, da Universidade Federal do Rio Grande Sul - UFRGS. 

        Clique aqui e ouça a entrevista online. Se preferir, nos links abaixo você também pode fazer o download. 

A ACTBR

        A Aliança de Controle do Tabagismo é uma organização não-governamental - ONG voltada à promoção de ações para a diminuição do impacto sanitário, social, ambiental e econômico gerado pela produção, consumo e exposição à fumaça do tabaco. É composta por representantes da sociedade civil comprometidos com o controle da epidemia tabagística. (Texto extraído do site da ONG, clique aqui e conheça mais). 

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Agrotóxicos: um mal necessário?

Quando a busca desenfreada pela produtividade esbarra na saúde dos trabalhadores rurais


         O uso de substâncias químicas orgânicas ou inorgânicas na agricultura remonta a antiguidade clássica. A partir da “Revolução Verde”, o emprego de tais produtos aumentou, se transformando num alarmante problema para o meio ambiente e para a saúde das pessoas. Associada à utilização demasiada de agrotóxicos há o problema da destinação das suas embalagens, as quais podem se tornar fonte de contaminação ambiental e de danos à saúde humana (o texto deste parágrafo foi parcialmente retirado do artigo: Situação atual da utilização de agrotóxicos e destinação de embalagens na área de proteção ambiental Estadual Rota Sol, Rio Grande do Sul, Brasil, dos pesquisadores Damiene Boziki, Leonardo Beroldt da Silva e Rodrigo Cambará Printes).
         Apesar disso, e das diversas iniciativas à implementação de cultivos agroecológicos, a dita produção rentável, o agronegócio, anda paralelamente com a indústria de defensivos agrícolas. Agrotóxicos continuam sendo utilizados sistematicamente na agricultura. Neste sentido, surge um conflito entre as frentes envolvidas. De um lado, a produtividade garantida pelo uso de venenos, por outro a saúde dos produtores rurais e consumidores.
         Nos relatórios do Ministério da Saúde, o Rio Grande do Sul apresenta a maior participação percentual (16,4%) do total de casos de intoxicação registrados no país. Os casos de intoxicação por agrotóxicos registrados pelo Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox) são em sua grande maioria decorrentes de exposição aguda a esses produtos.
No mercado brasileiro estão registrados 434 ingredientes ativos, que combinados, resultam em pelo menos 2.400 formulações de agrotóxicos utilizadas em nossas lavouras. Os responsáveis pela regulação e controle destes produtos são os ministérios da Saúde (MS), da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e do Meio Ambiente (MMA). Das 50 substâncias mais usadas em terras brasileiras, 24 já foram banidas nos Estados Unidos, Canadá, Europa e, algumas, na Ásia. Apenas 14 delas estão em processo de reavaliação pela Anvisa – procedimento que se arrasta desde 2008. (Dados retirados do artigo Paraíso dos Agrotóxicos, publicado na revista Ciência Hoje, edição 296 de setembro/2012).
         Em entrevista para a revista IHU Online, do Instituto Humanitas Unisinos, o doutor em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública Fundação Oswaldo Cruz, Wanderlei Pignati, afirmou que “não existe uso seguro de agrotóxicos”. Pignati também observa o fato de “30 tipos de pesticidas proibidos na União Europeia continuarem sendo usados no Brasil, como o endosulfan, clorado que se aloja na gordura e, por isso, pode ser encontrado inclusive no leite materno. Mesmo com o uso de EPIs, é impossível estar imune a esses produtos”.
Os agrotóxicos podem provocar três tipos de intoxicação:
- Aguda: os principais sintomas nas intoxicações agudas surgem rapidamente, algumas horas após a exposição, são nítidos e objetivos.
- Subaguda: sintomas aparecem aos poucos. São subjetivos e vagos tais como dor de cabeça, fraqueza, mal-estar, dor de estômago e sonolência, entre outros.
- Crônica: caracteriza-se por surgimento tardio, após meses ou anos, por exposição pequena ou moderada a produtos tóxicos ou a múltiplos produtos.

Agrotóxicos e a produção de tabaco

Segundo a tecnologista sênior da Fundação Oswaldo Cruz, Silvana Rubano Barretto Turci, “Na fumicultura são usados diversos agrotóxicos, como herbicidas, inseticidas, fungicidas e antibrotantes. A exposição aguda e crônica aos agrotóxicos pode causar diversas doenças, como vários tipos de câncer, lesões hepáticas, lesões renais, distúrbios do sistema nervoso, esterilidade masculina, reações alérgicas, fibrose pulmonar irreversível, hiperglicemia, entre outras”. Ainda, conforme Turci, “é importante destacar o uso de inseticidas organofosforados e carbamatos, que são agrotóxicos lipossolúveis (solúveis em gordura, portanto podem ficar armazenados nos tecidos gordurosos do organismo como fígado, rins, cérebro) que podem ser absorvidos por inalação, ingestão ou exposição dérmica”.
Nesse contexto um dilema. Embora existam inegáveis e justas questões envolvendo a saúde, a produção de tabaco fomenta a economia de vários municípios dos três estados da Região Sul do Brasil. Exemplos são polos regionais no Estado do Rio Grande do Sul, como Santa Cruz do Sul e Venâncio Aires, dependentes essencialmente desta cultura.
A fumicultura é organizada pelo Sistema Integrado de Produção, e através deste, os agricultores recebem das empresas com as quais firmam contrato – em regra grandes transnacionais - assistência técnica, insumos, e comercialização garantida. A produção concentra-se nas pequenas propriedades de agricultores familiares.
Conforme o presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco, Iro Schünke, “o tabaco é a cultura comercial que menos utiliza agrotóxicos”. Além disso, Schünke afirma que a indústria tabaqueira realiza em relação aos venenos, “não somente a parte de conscientização, mas o melhor sistema de recolhimento de embalagens vazias de agrotóxicos do sul do Brasil. Realizamos uma grande campanha com os produtores para terem armários efetivamente vedados, onde guardam os agrotóxicos, para que não haja risco de acidente com outras pessoas da família, ou animais. Ainda, ampla campanha das empresas que disponibilizam Equipamentos de Produção Individual (EPI) para serem usados durante o manuseio. Um grande trabalho no sentido de minimizar o risco para o produtor e também à preservação do meio ambiente”.
No entanto, a tecnologista Silvana Turci pondera a existência de “estudos que apontam haver, entre os produtores de tabaco, um maior risco de desenvolver alterações neurocomportamentais capazes de evoluir para quadros de depressão e suicídio”. Além disso, Silvana analisa que os organofosforados, “causam três tipos de sequelas neurológicas: polineuropatia retardada, síndrome intermediária e efeitos comportamentais. A polineuropatia inclui fraqueza progressiva, perda de coordenação nas pernas, podendo evoluir até a paralisia. Os principais sintomas da síndrome intermediária são a diarreia intensa e a paralisia dos músculos do pescoço, das pernas e da respiração que ocorrem de forma aguda, podendo levar ao óbito. Dentre os efeitos comportamentais destacam-se: insônia, sono conturbado, ansiedade, retardo de reações, dificuldade de concentração e uma variedade de sequelas psiquiátricas como apatia, irritabilidade, depressão e esquizofrenia”.

A visão de outros profissionais envolvidos com o tema
Intoxicação por agrotóxicos e doença da folha verde do tabaco


Reportagem: Qual é a atuação do CEREST?
Adriana Skamvetsakis: O CEREST é um serviço que atua em 68 municípios da região dos vales. Grande parte desses municípios tem uma extensa área rural, então os agricultores, principalmente no entorno de Santa Cruz do Sul, tem a questão dos agrotóxicos e da fumicultura muito presente. Mas agrotóxicos, em toda região. Trabalhamos desde ações de educação, de orientação que são feitas através de seminários, de palestras, de encontros com os trabalhadores rurais, até ações de assistência. Nos casos em que há necessidade, os municípios da nossa abrangência encaminham os trabalhadores para que sejam acompanhados pela equipe do CEREST, e haja investigação dos casos de adoecimento, seja por agrotóxicos ou pela doença da Folha Verde do Tabaco.

Qual é a diferença da intoxicação por agrotóxicos, para a doença da folha verde do tabaco?
Os sintomas dos dois quadros acabam sendo parecidos por serem gerais. Dor de cabeça, tontura, náusea, vômitos, dor abdominal. O que nos auxilia muito na diferenciação, é justamente a história de contato com um ou outro produto, substância.
A maior parte de intoxicação pela doença da folha verde do tabaco se dá no período da colheita, pelo contato intenso com a folha do fumo. Os sintomas são muito evidentes nesse momento. Pelo trabalhador estar muito exposto, a folha molhada, o suor, um período muito quente do ano, enfim. Somamos aí, a exposição com os sintomas. Pode ser feita uma confirmação da suspeita através de um exame laboratorial, que é a dosagem deste produto sendo eliminado pela urina. Na verdade não é a nicotina que é eliminada, ela se transforma ao ser absorvida pela pele e é eliminada no formato de cotinina. Podemos dosar esse elemento na urina e confirmar essa intoxicação.
No caso dos agrotóxicos, seguimos a mesma linha de raciocínio. O trabalhador estava trabalhando com o produto, teve contato. Preparou a calda, fez a aplicação, entrou na lavoura logo após a aplicação, ou estava auxiliando de alguma forma, e teve os sintomas. Então no caso da intoxicação aguda é muito parecido, por isso temos de fazer essa diferenciação. Uma intoxicação não impede a outra. Infelizmente o trabalhador pode ter as duas ao mesmo tempo.
           
Produção de agroecológicos

Reportagem: Como é conduzida a utilização de agrotóxicos na produção de alimentos ou novas culturas. Existe ação de agroecológicos?
Zampieri: O trabalho que a EMATER realiza é muito forte no sentido do produtor ter o princípio de melhoria do solo. Melhorando o solo, terá uma cultura saudável, com menos risco de ser atacado por pragas e doenças. Então temos trabalhado muito forte na linha dos hortigranjeiros, no uso de adubação orgânica, controle de acidez. Há muitos recursos, para que não se precise buscar no agroquímico o controle de pragas e doenças. No sentido tanto do uso de adubo químico e no uso de agrotóxicos. Procuramos levar às nossas famílias, que eles estão trabalhando com alimentos e que o consumidor final é uma pessoa humana e quanto mais limpo esse alimento estiver, melhor. Portanto, existe um trabalho intenso, uma das bandeiras no trabalho da entidade é a redução e posterior eliminação do uso de agroquímicos dentro da produção de alimentos.  

segunda-feira, 25 de março de 2013

Quais são os maiores desafios dos pequenos agricultores?

Entrevista com o vereador e coordenador regional do Movimento dos Pequenos Agricultores, Wilson Rabuske

        Transmitida em duas edições do programa Mundo do Tabaco, a entrevista com o vereador reeleito de Santa Cruz do Sul e também coordenador Regional do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Wilson Rabuske, abordou as principais questões que envolvem a pequena agricultura na região. Em pauta, os desafios e problemas a serem enfrentados pelos agricultores no sentido de diversificar suas propriedades e, principalmente, como o MPA age neste sentido.
        Além disso, Rabuske fala sobre a diferença do trabalho como vereador, sendo no governo passado, aliado, e neste, oposição. Ainda, a precariedade e falta de maquinário disponibilizado pela prefeitura, falta de assistência técnica às pequenas propriedades rurais, dependência da produção de tabaco, pobreza no campo, opções viáveis de diversificação e crédito à pequena agricultura.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

"Poucos jovens seguem na lavoura", diz o fumicultor Áureo dos Santos

O agricultor Áureo dos Santos tem sua propriedade no 8º Distrito do município de Santa Cruz do Sul, São José da Reserva. Continua plantando tabaco mesmo após sua aposentadoria. Áureo fala sobre a vida no campo, os motivos de continuar produzindo fumo e também das dificuldades de diversificar sua propriedade. A prosa ainda trata da continuidade de seu filho na agricultura. A entrevista foi transmitida na edição de 22 de setembro de 2012 do programa Mundo do Tabaco. No entanto, o arquivo em áudio havia sido perdido. Agora, recuperado, postamos no blog para você. 


quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Diversificação com responsabilidade: entrevista com o técnico agrícola da EMATER, Paulo Zampierre


Alternativas de diversificação possíveis e em andamento; importância socioeconômica da cadeia produtiva do tabaco; uso ou não de agrotóxicos na produção de alimentos; sucessão nas propriedades rurais, foram alguns dos temas abordados na entrevista com o técnico agrícola da EMATER, lotado no escritório de Santa Cruz do Sul, Paulo Zampierre.


Uma conversa franca sobre as dificuldades da diversificação e a necessidade de investimentos, tanto à assistência técnica e extensão rural, quanto subsídios efetivos que permitam a implementação de culturas alternativas ao tabaco. 



A prosa foi transmitida na edição de oito de outubro, do programa Mundo do Tabaco. CLIQUE AQUI E OUÇA A CONVERSA NA ÍNTEGRA.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Cenário socioeconômico da produção de tabaco: Restrições já afetam o desenvolvimento do setor?

Fotografia de arquivo do programa (crédito: Eliana Stulp)
A contextualização do cenário social e econômico da fumicultura no município de Santa Cruz do Sul e região, no Estado do Rio Grande do Sul e Região Sul do país. Também, uma análise dos investimentos que estão sendo e podem ser realizados pelo setor. Além disso, comentários sobre a importância do tabaco para a pequena agricultura, a falta de investimentos e políticas públicas para diversificação, Convenção-Quadro Para o Controle do Tabaco, e demais questões envolvendo todo um sistema estabelecido, dependente da produção no campo. Assuntos abordados na entrevista com o presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (Sinditabaco), Iro Schünke. A fala foi dividida em três partes, e transmitida, nas edições dos dias 17 e 24 de setembro, e 1º de outubro, do Programa Mundo do Tabaco. 


    
Ao vivo o Mundo do Tabaco é realizado na rádio comunitária de Santa Cruz do Sul, 105.9FM, às segundas-feiras, das 12 às 13 horas, e aos domingos, das 15 às 16 horas e pode ser escutado também através do site da rádio. 

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Alternativas de diversificação: Aviário com sistema de integração

Mônica considera que os agricultores recebem rendimentos muito pequenos, perante o esforço e dedicação despendidos no dia-a-dia. 

Na edição do programa Mundo do Tabaco, transmitida em 13 de agosto, entrevista com Mônica e Liége Kreutz (mãe e filha), realizada na propriedade onde residem, juntamente com Roque Kreutz (marido e pai, respectivamente). A propriedade fica localizada no distrito de São José da Reserva, interior de Santa Cruz do Sul. Lá, eles tocam dois aviários. Mônica é enfermeira aposentada, seu marido Roque, professor e a filha Liége, está fazendo curso técnico na área agrícola. 

A implantação dos aviários, segundo elas, foi feita via financiamento, e a produção e comercialização dos frangos, funciona num sistema de integração produtiva e de comercialização - semelhante a do tabaco - com a empresa do ramo, denominada Brasil Food (BRF). Além disso, a fala discorre também, sobre a falta de investimentos no meio rural e incentivos para os jovens que desejam continuar na agricultura.

A partir desta postagem, as entrevistas realizadas para o programa estarão disponíveis online no blog, através do site Sound Cloud, não havendo mais a necessidade de download do arquivos de áudio. Clique aqui, ou no link acima, e ouça a conversa. 




quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Mulheres na agricultura: perspectivas e angústias nas pequenas propriedades rurais

"Não existem condições de investirmos na propriedade. Temos que cuidar para manter o que temos, apenas", considera a agricultora  Solange Petry

Nesta edição, a agricultora Solange Tews Petry, que vive com seu marido e filha em propriedade no interior de Vera Cruz - localidade de Linha Henrique D’Ávila – relata as dificuldades encontradas por uma família jovem no meio rural. Apesar de dividirem e contarem com a estrutura da propriedade dos sogros, segundo ela, a expectativa à continuidade na cultura do tabaco, e mais ainda, à implantação de outras culturas, se mostra incerta e preocupante.
Solange, que se criou na fumicultura, percebe o momento atual como um dos mais difíceis para os produtores. Conversa que contribuiu de forma ímpar às discussões do programa Mundo do Tabaco.



Para ouvir o Programa Mundo Tabaco clique na figura e faça o download: 41MB

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Como diversificar as propriedades, sem incentivo ou subsídios? Os porquês dos jovens não continuarem na agricultura

"Noto que meu guri planta fumo ainda por que precisa. Se pudesse ele iria sair", diz  o agricultor René Petry. 

Ahrens considera que a diversificação deve ser construída num processo de diálogo com os agricultores.  Numa integração de conhecimentos entre entidade de ATER e produtor rural.

No programa transmitido em 30 de julho, entrevista com o fumicultor René Siegfrid Petry, que tem sua propriedade localizada no interior de Vera Cruz, localidade de Linha Henrique D’Ávila. René fala sobre suas dificuldades, preocupações e angústias acerca da continuidade da pequena agricultura. A conversa girou ainda, sobre as questões da diversificação, os problemas encontrados e a falta de incentivo ou subsídios.
Também, a prosa com o Engenheiro Agrônomo do IAPAR (Instituto Agronômico do Paraná), Dirk Cláudio Ahrens, captada durante o Workshop Pesquisa e Estratégias para Diversificação dos Meios De Vida - High Impact Advocacy Project On Tabacco And Poverty In Brazil‏, realizado nos dias 4 e 5 de julho em Porto Alegre. Ahrens relata suas experiências no IAPAR, na orientação de agricultores do tabaco que buscam a diversificação de culturas. Além disso, a sucessão nas propriedades rurais foi abordada na entrevista. O engenheiro faz comentários sobre os fatores que implicam no envelhecimento e falta de engajamento dos jovens na pequena agricultura.

Para ouvir o Programa Mundo Tabaco clique na figura e faça o download: 48.2MB

Sistema Integrado de produção, a falta de incentivos à diversificação e a sucessão nas propriedades rurais



Na primeira edição de segunda-feira do programa Mundo do Tabaco, transmitida em 23 de julho, duas entrevistas. Uma, com o agricultor - fumicultor, produtor de hortaliças e frutas cítricas - Geraldo Valdemar Pritsch, de Linha João Alves, interior de Santa Cruz do Sul. A outra, conversa captada no Workshop sobre Pesquisa e Estratégias para a Diversificação dos Meios de Vida – realizado em Porto Alegre nos dias 4 e 5 de julho - com o engenheiro agrônomo da Secretaria da Agricultura do Estado de Alagoas, Rui Palmeira Medeiros, e com professor da Universidade Estadual de Alagoas, Moisés Calú de Oliveira.
Em pauta, a sucessão nas propriedades rurais – a complexa questão do envelhecimento no interior e a não continuidade dos filhos na lavoura - e a falta de possibilidades e incentivo à diversificação das propriedades. Também, a realidade da fumicultura em outro Estado do país, sem a integração dos produtores com a indústria tabaqueira.

Para ouvir o Programa Mundo Tabaco clique na figura e faça o download: 48.2MB


segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Sobre a postagem das próximas edições do programa

Buscando facilitar aos amigos que acessam o blog e também otimizar a edição dos áudios, a partir de agora, as postagens do programa Mundo do Tabaco, consistirão nas entrevistas somente, e não mais o programa que foi ao ar na íntegra. Com isso, os arquivos ficarão mais leves e rápidos para download. 
Lógico que em alguns casos, se as demais falas durante o programa forem importantes para construção da proposta, será postada a edição integral. 


domingo, 5 de agosto de 2012

A FÁBULA DA REVOLUÇÃO

Compartilho este texto com vocês. De meu pai Francisco Porto,  o Dedéco. Uma fábula que nos remete a uma triste REALIDADE.


A FÁBULA DA REVOLUÇÃO
Francisco Porto (Dedéco)


Era uma vez um reino muito rico de um plano astral diferente, mas não tão diferente. Situava-se entre o passado, presente e o futuro. Onde o rei e os senhores do poder mandavam e desmandavam para o seu prazer e vontades. Um lugar onde o povo desgostoso e desanimado quase desistiu de reagir às injustiças cometidas. Enquanto o lucro e as fortunas dos poderosos aumentavam ou no mínimo mantinham-se nos patamares estratosféricos de sempre, o povo penava para manter o pouco que tinha. Uns poucos desejavam reagir, revolucionar, mas suas vozes não encontravam eco e eram abafadas pelos iguais na desgraça e a força dos poderosos. Por maior que fosse a revolta, o desânimo sempre superava.
Na imprensa pipocavam escândalos financeiros de deixar o diabo quicando de inveja. E a grande massa falava mal, esperneava entre si. Quando alguém começava a articular algo mais contundente, ficava praticamente sozinho. Diziam que não adiantava. O circo foi montado assim desde o início dos tempos e de uma maneira ou de outra, todos faziam parte do jogo, embora não confessassem. Precisavam de empregos para seus filhos, empréstimos para sobreviver e pagar as acumuladas dívidas.
E se precisassem de um favor pessoal de alguém importante? Não, nem pensar, não podiam queimar seu filme perante os grandões. Talvez reclamando para a imprensa. Não, não estava adiantando. Afinal, a imprensa, embora livre, também dependia de propagandas para manter-se. E como se sabe, propagandas normalmente são realizadas para aumentar a venda de produtos de empresas. E propagandas nos meios de comunicação com maior veiculação e alcance são caríssimas.
Somente empresas poderosas e ricas podem contratar esses serviços. Acreditavam que estes anunciantes fariam pressão para que tudo continuasse do mesmíssimo jeito. Os representantes de todas as classes penalizadas com os desmandos e que ainda acreditavam nas mudanças para melhor, continuavam a reunir-se para debater longamente as alternativas viáveis para a grande transformação social. As reuniões eram exaustivas, cheias de entusiasmo e discussões acaloradas com argumentações contrárias daqueles que anteriormente já tiveram suas ideias rechaçadas. O egoísmo dos egos suplantava qualquer negociação e invariavelmente o encontro terminava sem nenhuma solução possível. Além das disputas de interesses pessoais, no popular sair do perrengue e ficar numa boa, toda e qualquer possível ação que passava no crivo dos interesses e que satisfazia a maioria, mostrava-se ineficaz, pois as leis e a máquina burocrática impediam-os de progredirem nos seus planos.
Como os sonhos nunca morrem, continuavam as reuniões e os fracassos com cara de pesadelo. Pequenos e médios empresários, trabalhadores assalariados e comissionados juntamente com todas as classes exploradas participavam com voz ativa. Os homens do campo quase nunca eram ouvidos já que eram poucos votos. Embora seus produtos fossem muitos e essenciais, porém os mais baratos e com menor poder de barganha, dentro do reino e quando estava em suas mãos, porque depois de industrializados e embalados valiam no mínimo o dobro. E quando vendidos fora do reino era a preço de ouro. Sabiam da sua importância, mas eram quase sempre impedidos de opinar quando tentavam expressar suas ideias, além de serem tratados com ironia e sarcasmo. Indignados, decidiram parar com a única colaboração bem aceita pelos “colegas” de infortúnio, os alimentos, doados gentilmente para os rega-bofes das apimentadas reuniões. Os outros participantes riram daquele estranho protesto. Na reunião seguinte alguns reclamaram. Podiam pelo menos colocarem alguns tira-gostos para enganar o estomago.
Nos encontros posteriores os protestos dos participantes aumentavam vertiginosamente, e inversamente proporcional às assembleias foram esvaziando. Compareciam somente alguns gatos pingados e esfomeados, os aspirantes a membros da mesa, os pálidos membros cativos das mesas diretoras e os calejados mais corados homens do campo. Agora com vez e voz. E foi ouvindo um calejado agricultor que o presidente da mesa, quase em delírio de fome, teve a incrível visão/salvação do reino. Viu o mesmo agricultor de braços cruzados e cenho fechado envolto numa nuvem na forma da bandeira do reino. Como podiam ter sido tão cegos. Essa era a solução para tudo. Os homens do campo parando, os poderosos ficariam sem alimentos e teriam de melhorar a vida de todos no reino. Traçaram-se as estratégias e planos, entraram em contato com todos os “conspiradores”. Um artista desenhou a visão do presidente da mesa, copiaram aos milhares e espalharam os cartazes de protesto por todo o reino. E no dia estabelecido como o “dia f”, de fome, deflagram a greve.
No início os detentores do poder riram do ridículo da atitude da plebe. Diziam-se plenamente seguros porque os grandes produtores rurais supririam facilmente a demanda de alimentos necessários. Só não lembraram que os grandes produtores eram ferrenhos monoculturistas e naquele ano o grão que valia ouro era a soja e foi neste produto que investiram maciçamente no plantio. Outros produtos como trigo, arroz, milho, batata e muitos outros foram negligenciados. Normalmente era assim, plantavam onde rendia mais e o reino importavam caro os produtos de vários reinos (diziam que era para equilibrar a balança comercial, entenda-se?). Mas estes produtos agrícolas eram a base da alimentação da população e também usados para o trato de animais de corte.
Não foi preciso muito tempo e os estoques reguladores de alimentos esgotaram. Foram obrigados a aumentar extraordinariamente a importação. Tentaram confiscar os produtos dos pequenos e médios camponeses e não conseguem. Eles os haviam escondido muito bem. Os cofres começaram a esvaziar e os alimentos mesmo caríssimos começaram a sumir das prateleiras. Mesmo os mais abastados começaram a ter dificuldade de conseguir suas iguarias e o trivial. O povão nem se fala. Já viviam mal e passaram a viver o jejum do inferno. Os saques e ataques lugares aonde imaginassem que houvesse alimento aconteciam a todo instante. Revoltados ameaçavam entrar em choque com a guarda real, que também estava faminta e sem forças ou vontade de lutar.
Os poderosos debandavam do reino como ratos de navio afundando. O rei e sua comitiva não vendo alternativa. Entrega a coroa e se exila num paraíso fiscal com o qual mantinha ótimas relações financeiras. Sem governo, o presidente da mesa revolucionária assume a coroa pomposamente. Destituindo a monarquia absoluta e cria a monarquia democrática parlamentarista presidencialista socialista capitalista. O primeiro ato do democrático rei foi criar e nomear seus companheiros de mesa nos representantes do povo com um alto salário e mordomias condizentes com a relevância e magnitude do cargo. Também distribuiu as grandes propriedades e as grandes empresas para seus parentes e os digníssimos representantes da sofrida classe trabalhadora.
Para sanar a fome do novo o monarca e seus asseclas mandaram a guarda real bem alimentada, com o soldo reajustado e em dia, confiscar todos os alimentos, escondidos pelos trabalhadores da terra e os antigos companheiros de ideais. Usando de violência e o poder das armas pegaram e armazenaram esses produtos nos depósitos reias.
O rei democrata decidiu de forma magnânima e de acordo com os seus, distribuir os alimentos para o povo de acordo com sua importância e serviços prestados ao rei. Os camponeses ameaçados de perderem suas terras e meio de sustento, ficaram quase sem comida, sem dinheiro, sem ação e sem apoio. Conversaram e decidiram voltar a trabalhar e produzir os alimentos para o próximo ano. E tudo terminou como era antes. Os ricos dominantes explorando seus “semelhantes”.
Ei! Aquelas sementes foram plantadas. Quem sabe não germinam novamente?


Moral: Que tal cada um participar e nos descrever a sua?

Sucessão nas propriedades rurais - vivências, decepções, o exôdo (6ª edição - 22 de julho)

        
Geraldo Valdemar Pritsch, agricultor de Linha João Alves, interior de Santa Cruz do Sul, não acredita na continuidade de suas filhas no campo.

        Na edição de 22 de julho, a entrevista com o Técnico de Informação da Comissão Nacional Para Implemetação da Convenção-Quadro - CONICQ, Alexandre Octávio, captada no Workshop Pesquisa e Estratégias para Diversificação dos Meios De Vida - High Impact Advocacy Project On Tabacco And Poverty In Brazil‏. 
        Também a conversa, o compartilhamento das experiências de vida, com o agricultor - fumicultor, produtor de hortaliças e frutas cítricas, Geraldo Valdemar Pritsch, de Linha João Alves, interior de Santa Cruz do Sul. 
 Para ouvir o Programa Mundo Tabaco clique na figura e faça o download: 71.6MB
 

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Tabaco e diversificação: Produção de alimentos, a importância da organização e os agroecológicos (5ª edição em Santa Cruz do Sul - 15/07/2012)

Agricultor Nestor Fritzen, produtor de hortaliças em Linha João Alves, interior de Santa Cruz do Sul.
Entrevista com o agricultor e presidente da Associação dos Moradores de São José da Reserva, Martinho Eichherr

          No último programa, um formato mais amplo e dinâmico, que seguirá nas edições de domingo do programa Mundo do Tabaco. Além das entrevistas, com os agricultores Nelson Fritzen - produtor de hortaliças em Linha João Alves, e Martinho Eichherr – fumicultor, criador de gado e suínos no Distrito de São José da Reserva, o programa transmitido dia 15 de julho teve muita música. 
          Para fechar, a conversa com o coordenador geral do Centro de Estudos e Promoção da Agricultura de Grupo (CEPAGRO), Charles Lamb - gravada durante o Workshop Pesquisa e Estratégias para Diversificação dos Meios de Vida, realizado nos dias quatro e cinco de julho, em Porto Alegre. O evento foi uma atividade do Projeto de Advocacy de Alto Impacto sobre Tabaco e Pobreza no Brasil. Uma parceira entre HealthBridge Canada e a Aliança de Controle do Tabagismo (ACTbr), promovido em colaboração com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Comissão Nacional para Implementação da Convenção-Quadro Para o Controle do Tabaco(CONICQ) e o Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PPDR/UFRGS).
            Lembrando ainda, que agora o Mundo do Tabaco acontece também nas segundas-feiras, das 12 às 13h, a partir de 23 de julho.

Para ouvir o Programa Mundo Tabaco clique na figura e faça o download: 95.4MB

terça-feira, 17 de julho de 2012

Mundo do Tabaco em Santa Cruz do Sul: feiras rurais, fumicultura, pesquisa e estratégias para diversificação dos meios de vida (4ª edição - 08/07/2012)



            
Na quarta edição do programa Mundo do Tabaco, na Rádio Comunitária de Santa Cruz do Sul - 105.9FM, entrevistas realizadas durante a inauguração dos melhoramentos realizados na Feira do Produtor do Bairro Arroio Grande. A presidente da Associação dos Feirantes de Santa Cruz, Vitória Waechter; o técnico agrícola da EMATER/Ascar, Paulo Zampierre; o representante dos feirantes, Ingo Neumann; e a secretária municipal de Agricultura, Iraci Paulus.
        Ainda, a conversa com o técnico do Departamento de Estudos Sócio-Econômicos Rurais, Amadeu Bonatto, iniciando a transmissão dos depoimentos gravados pela reportagem do programa, durante o Workshop Pesquisa e Estratégias para Diversificação dos Meios de Vida, que aconteceu nos dias quatro e cinco de julho, em Porto Alegre. O evento foi uma atividade do Projeto de Advocacy de Alto Impacto sobre Tabaco e Pobreza no Brasil. Uma parceira entre HealthBridge Canada e a Aliança de Controle do Tabagismo (ACTbr), promovido em colaboração com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Comissão Nacional para Implementação da Convenção-Quadro Para o Controle do Tabaco(CONICQ) e o Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PPDR/UFRGS). 
        O workshop buscou sistematizar o conhecimento existente sobre a cadeia produtiva do tabaco e seus efeitos sócio-econômicos, culturais, ambientais e de saúde nas propriedades produtoras de tabaco. Também, apontar as questões que precisam ser melhor conhecidas e estudadas sobre alternativas economicamente viáveis à produção de tabaco e qualidade de vida, formatando uma proposta de agenda de pesquisa que subsidie um Plano Nacional para a implementação dos artigos 17 e 18 da Convenção-Quadro. Além disso, promover o diálogo entre pesquisadores, acadêmicos, técnicos e gestores públicos envolvidos com o tema da agricultura familiar e produção de tabaco.  

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quinta-feira, 12 de julho de 2012

Chamadas programa Mundo do Tabaco





Mundo do Tabaco: saúde do trabalhador, fumicultura e diversificação (3ª edição em Santa Cruz do Sul - 01/06/2012)

Rogério busca maior renda e menos gasto com mão de obra em sua propriedade. Ele pretende com o tempo subsituir a fumicultura pela produção de alimentos.

      A terceira edição do programa Mundo do Tabaco na Rádio Comunitária de Santa Cruz do Sul, 105.9FM, abordou a questão da Doença da Folha Verde do Tabaco - em entrevista com a enfermeira Micila Chielle, do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador dos Vales (CEREST).
       O programa também teve a entrevista com o técnico em agropecuária e produtor rural, Marco Junkherr, do Distrito de São José da Reserva - interior de Santa Cruz do Sul, que compartilhou suas experiências, especialmente, seu estágio na agricultura da Alemanha. 
     Ainda, o depoimento do agricultor Rogério Paulo Heringer, que trabalha paralelamente à fumicultura, com a produção de frutas e hortaliças, utilizando principalmente o PNAE (Programa Nacional de Alimentação ESCOLAR) e PAA (Programa de Aquisição de Alimentos), como mercado para seus produtos.

Reportagem do programa Mundo do Tabaco com o agricultor Rogério Paulo Heringer

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quarta-feira, 27 de junho de 2012

Segunda edição em Santa Cruz do Sul (24 de junho)

        Na segunda edição do programa Mundo do Tabaco - na rádio Comunitária de Santa Cruz do Sul, 105.9FM - entrevista com o agricultor, ex-fumicultor e criador de vacas leiteiras, da localidade de Rincão dos Oliveira, Distrito de São José da Reserva, Darci Ferreira. Ele fala sobre as dificuldades e necessidades à diversificação nas propriedades, abandono e falta de subsídio para o produtor rural, cooperativismo, dentre outros temas. 
        Também, a conversa com a coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional da UNISC, professora doutora Virgínia Etges. Na pauta, a dependência dos produtores da cultura do tabaco, demandas e  iniciativas necessárias para a busca por alternativas ao fumo,  politicas públicas que efetivamente implementem a diversificação, saúde física e emocional dos agricultores, cooperativismo e associativismo, e outras questões do campo. 


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segunda-feira, 18 de junho de 2012

Mundo do Tabaco: Primeira edição em Santa Cruz do Sul


O Mundo do Tabaco estreou na rádio Comunitária de Santa Cruz do Sul, 105.9 FM, em 17 de junho. A ideia  do programa é informar sobre a cadeia produtiva e de beneficiamento do tabaco, assim como, elucidar alternativas de diversificação para a agricultura familiar. Anteriormente transmitido pela Rádio Integração, do município de Dom Feliciano/RS – outubro/2011 a maio/2012 - acontece agora nos domingos, das 15 às 16h. “Buscamos um canal de comunicação útil e eficaz, informação e voz para os produtores rurais”, afirma o estudante de jornalismo e apresentador do programa, Leandro Junhkerr Porto. 
Na primeira edição, entrevista com o agricultor do Distrito de São José da Reserva, interior de Santa Cruz, Oneide Junkherr e com a professora do PPGDR (Programa de Pós Graduação em Desenvolvimento Regional) da UNISC Cidonea Machado Deponti. Por alguns problemas com a conexão no momento da gravação, o áudio disponibilizado abaixo não tem a abertura do programa. 

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Saiba Mais
“O Mundo do Tabaco” iniciou em Dom Feliciano – município da Região Centro-Sul do Estado – como produto do projeto O Papel da Extensão Rural na Diversificação da Agricultura Familiar Voltada ao Tabaco da Zona Sul do Estado do Rio Grande do Sul, coordenado pelos professores Sergio Schneider e Marcelo Conterato, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Especificamente, uma ação do subprojeto Estudos de Recepção, coordenado pela pesquisadora Carlise Schneider e realizado por professores e estudantes da Comunicação Social da UFRGS e Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC).
Foram 28 edições no município – a última em 29 de maio -  nas quais, foram tratados assuntos como: cooperativismo e associativismo, comercialização de produtos agrícolas, situação das águas, importância da pesquisa, programas de diversificação e Convenção-Quadro Para o Controle do Tabaco. Para isso, entrevistas com produtores rurais; técnicos agrícolas; engenheiros agrônomos; técnicos ambientais; representantes de empresas tabaqueiras, sociólogos; artesãos; líderes comunitários; representantes de associações e cooperativas; autoridades municipais, estaduais e federais responsáveis pela implementação dos programas de diversificação.
“Conseguimos aos poucos aumentar a visão do agricultor sobre seu trabalho. Um meio de informações diferente do convencional – os instrutores técnicos das empresas de tabaco. Agora, trazendo essa discussão para Santa Cruz, poderemos ampliá-la”, considera Leandro Porto, responsável pela reportagem e apresentação do programa.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Edição Final em Dom Feliciano (Programa 28 - 29/05/2012)



Na edição final do Programa Mundo do Tabaco - sendo produzido em Dom Feliciano -, entrevista com o presidente da COOPACS, Alvorino Miritz, o sociólogo da EMATER, Robson Loek, e as integrantes da equipe técnica do NESIC - Núcleo de Economia Solidária e Incubação de Cooperativas da UCPel. Em pauta, cooperativismo, programas e alternativas de diversificação para a agricultura familiar e o trabalho de organização junto aos catadores de materiais recicláveis do município. Por problemas técnicos na gravação, não poderemos disponibilizar este áudio.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Diagnóstico rural acontece desde inicio de maio (Programa 27 - 22/05/2012)

 Agricultor e líder comunitário, Manoel Cláudio de Lima Pinheiro, considera informação, assistência técnica e tecnologia, fundamentais para o trabalho no campo

                  Manoel foi entrevistado para o programa Mundo do Tabaco, da Rádio Integração

     
No segundo semestre de 2011, o Ministério do Desenvolvimento Agrário - MDA, publicou a Chamada Pública para Seleção de Entidade Executora de Assistência Técnica e Extensão Rural para Municípios Fumicultores dos Estados do Sul e do Nordeste. A chamada contempla Dom Feliciano, Barão do Triunfo, General Câmara, São Jerônimo, Camaquã, Cerro Grande do Sul e Chuvisca, que integram o “Lote Três”, conforme nomina o MDA.
      Em Dom Feliciano, 160 propriedades de agricultores familiares participarão. No total, somando todas as cidades que compõe o lote, 880 famílias serão beneficiadas. O diagnóstico, iniciado na primeira semana de maio, deve durar cerca de três meses, e todo trabalho, um ano. Reuniões, com, no mínimo 24 participantes, onze Dias de Campo e 44 cursos de formação fazem parte das atividades. Conforme o sociólogo da EMATER, Robson Becker Loeck, essa chamada “não destina nenhum recurso diretamente para os agricultores, mas visa intensificar o trabalho de extensão rural”.
       Cada unidade de produção familiar receberá três visitas, com no mínimo duas horas, para tratar dos temas: atividades produtivas diversificadas e sustentáveis, gestão da unidade familiar de produção, organização social e de comercialização. A propriedade do agricultor e presidente da Associação dos Ovinocultores da Região Centro-Sul, Manoel Claudio de Lima Pinheiro, é uma das selecionadas. “Ninguém melhor para saber o que acontece na propriedade do que o produtor, mas ele precisa saber se expressar”, considerou Manoel. “Através da chamada participaremos de cursos e atividades que vão nos ajudar a melhorar a propriedade”.
      A chamada está inserida no contexto da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco. O trabalho desenvolvido está atrelado aos artigos 17 e 18, que tratam da diversificação de culturas e novas alternativas de renda, proteção ao meio ambiente e saúde. Segundo a EMATER, agricultores familiares que cultivam somente tabaco ou que já estejam diversificando estão aptos a participar. Não há contrapartida, como a obrigação de inserir outra cultura na propriedade. “As atividades não são de forma alguma no sentido de convencer o agricultor a deixar de cultivar o tabaco”, diz Loeck. “A ideia é instrumentalizar, deixar os agricultores a par da situação do tabaco, preparados para o futuro e, caso queiram diversificar, tenham subsídios para isso”.

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